Copa Pakalolo de Kart - formação de grandes pilotos


A Copa Pakalolo foi um campeonato organizado pela grande confecção de roupas jovens dos anos 1990 e que possibilitou o início no kart de grandes nomes do esporte.

A Pakalolo
Quem cresceu nos anos 90 deve se lembrar que a marca Pakalolo produsiam as roupas que estavam em alta naquela época, e que os jovens e adolescentes adoravam sair nas ruas com os itens da marca. A empresa sempre focou em um público mais jovem, com peças coloridas e que chamavam a atenção. Na mais natural do que apoiar os jovens talentos de um dos esportes que estavam em maior destaque na época.

A Fórmula Pakalolo de Kart
A Copa Pakalolo de Fórmula Kart foi disputada entre os anos de 1992 e 1994, englobava seis categorias e prezava por ser um campeonato equilibrado ao definir equipamentos iguais para todos os pilotos. Os motores Silpo, produzidos por Silvano Pozzi foram utilizados nas primeiras corridas. A partir de 1993, passaram a utilizar os motores Komet, BM e Parilla, distribuidos entre as categorias. Quer conhecer mais sobre esse pioneiro, do kartismo, confira mais neste artigo do Kartbuzz (http://www.kartbuzz.com.br/silpo-o-inicio-de-uma-fabrica-campea/)

Um dos grandes diferenciais deste campeonato foi a introdução do Title Sponsor ao kartismo, um patrocínio que gerava apoio a todos os pilotos e baixava o custo de inscrição das corridas. Outra ação que reduziu bastante o custo era a adoção de pneus que deveriam durar por todo o campeonato, o que gerou redução significativa dos custos.


O Criador
Na edição número #111 (confira em: http://www.kartbuzz.com.br/formulapakalolo/) do podcast Kartbuzz, conversamos com Miguel Sacramento, organizador da Copa Pakalolo. Nascido em 1951, ele começou a se interessar pelo automobilistmo lendo a famosa revista Autoesporte, por volta do ano de 1964, através da qual conheceu e acompanhou seu ídolo, Jim Clark. A primeiras vezes que víu um kart foi no traçado em volta da Bienal do Ibirapuera, no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo.

Em 1972, Miguel "torrou" o dinheiro que ganhava no estágio como Engenheiro Mecânico, comprou seu primeiro kart, o qual era mantido e preparado na sala de casa. Competindo no campeonato paulista de 1975 correu contra pilotos que vieram a se tornar referência no esporte, como Maurizio Salla e Dárcio dos Santos. No ano de 1976 competiu contra "O Campineiro", apelido nas pistas de kart de São Paulo de Ayrton Senna.

Aposentado das pistas, Miguel foi trabalhar na Pakalolo, tendo como desafio para realizar a expansão da empresa. Em 1991 voltou a acompanhar o cenário do kart em São Paulo. Sendo dirigende da empresa famosa confecção, patrocinou o campeonato organizado por Silvano Pozzi, com o objetivo de revelar talentos brasileiros para o automobilismo. A empreitada se mostrou um sucesso, o que animou a empresa a patrocinar todos o campeonato no ano de 1992. Miguel planejou todos os detalhes da organização, desde os tempos de voltas para cada categoria, até a durabilidade dos pneus que seriam utilizados no campeonato. A receita de sucesso criou grids muito cheios e o desenvolvimento do talento dos pilotos, o que formou os campeões mundiais de kart Gastão Fráguas e Ruben Carrapatoso, além de ter preparado para o crescimento no automobilismo Felipe Massa, Bia Figueiredo e Danilo Dirani.



A competição estava tão em alta que foi o envento principal da inalguração do Kartódromo de Itú, no ano de 1994.




Aprimorando sua Frenagem

O grande diferencial dos bons pilotos é saber frear da maneira correta. Sempre quando estamos começando, seguimos o princípio de frear em linha reta antes da curva e carregar alguma velocidade
para a curva e acelerar cedo.



No início, é normal frear muito cedo, reduzir demasiadamente a velocidade para uma curva. Mas conhecendo os procedimentos abaixo, sua performance pode melhorar consideravelmente.
Quanto mais rápido você se aproxima de uma curva, mais forte pode ser o início da frenagem. Essa deve ocorrer com o kart em linha reta, para evitar uma rodada. Você estará realmente andando no limite quando a frenagem em linha reta não for suficiente e será necessário entrar na curva ainda freando, porém aliviando a força sobre o pedal do freio gradativamente. Conforme vira o volante e inicia a curva, a carga deve diminuir, até o ápice, quando podemos começar a retomar a aceleração.


Vermelho: frenagem forte;
Amarelo: trecho de gradativo alívio da frenagem;
Azul: transição entre frenagem e aceleração;
Verde: aceleração máxima.

Kart e carros mais leves ou com menor potência do motor possuem melhor desempenho quando o piloto carrega mais velocidades para a curva, ou seja, com uma frenagem mais tarde, mas lembrando em deixar uma boa condição para acelerar o quanto antes. Essa trajetória está exemplificada na imagem abaixo na cor vermelha.
Karts mais pesados e com motores mais potentes são mais rápidos quando a aceleração ocorre mais rápido. Assim, para esses casos, a freada precisa ser mais forte, a curva pode ser feita em uma guinada mais forte, com aceleração assim que o veículo aponta para o lado correto. Essa trajetória está exemplificada na imagem pela cor azul.



Conforme nos adaptamos e acostumando com o kart, frear mais próximo da curva será natural.
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Fonte:
'https://www.tkart.it/en/magazine/track-test-tech/ok-vs-kz-challenge/#2
'https://www.bskc.co.uk/driverguide

O Circuito de Lonato - South Garda

Localizado em Lonato, cidade no norte da Itália e próximo a Milão, o Kartódromo South Garda é uma dos principais e mais ativos da Europa. Este será sede do Campeonato Mundial de Kart das categorias KZ e KZ2, a ser disputado em setembro.



A PISTA

A pista de South Garda foi construída por Corberi em 1988. Apresentando um comprimento de 1200 metros e largura entre 9 e 10 metros, tem capacidade para receber 2000 pessoas. O circuito é homologado pela CIK FIA e foi especificamente projetado para oferecer fortes emoções . Foi recentemente renovado e alargado para proporcionar aos pilotos maior diversão e adrenalina.



KART RENTAL

Além das corridas oficiais, o circuito dá a adultos e crianças a possibilidade de conhecer o mundo do kart, com equipamentos para crianças e adultos. Também organizam corridas para Clubes, Associações e Grupos que oferecem serviços de manutenção de horários, entradas, assistência médica e hospitalidade.

CAMPEONATOS

Todos os anos a pista acolhe muitas competições internacionais, como a Winter Cup e, nas últimas temporadas, acolheu muitas edições do Campeonato Europeu e Mundial, que atraem sempre a atenção de todo o mundo. Em nível nacional, esse circuito é palco de importantes corridas nacionais como o Open Masters.

South Garda foi sede do Campeonato Mundial de Kart de 1996, que após um ano com muitas novidades e mudanças no cenário do kart mundial, foi vencido por Johnny Mislijevic na Formula Super A, e Jean-Christophe Ravier na Formula A.


Atualmente, este kartódromo recebe diversas competições e campeonatos internacionais, com uma média 1 evento a cada 15 dias.

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Fonte:

'https://www.southgardakarting.it/en

F1 1991: o ano pouco lembrado

O final dos anos 80 e início dos anos 90 marca uma época de ouro da Formula 1, principalmente aos brasileiros, que tinham nos domingos pela manhã um motivo especial para acordar cedo, as incríveis disputas e vitórias de Ayrton Senna.



A temporada de 1991 é pouco lembrada, mas foi uma das melhores de todos os tempos, marcada por vários momentos importantes e lendário, o que torna esse um dos melhores anos da Fórmula 1.

Confira nesse vídeo sensacional feito pelo EffOne Archives os melhores momentos desta temporada.

Montage: 1991 - 'When The F1 Gods Ruled'. from EffOne Archives on Vimeo.

SUPERAÇÃO EM INTERLAGOS
O ano começou cheio de emoções com a primeira e lendária vitória de Ayrton Senna em Interlagos. Já em sua 7ª temporada e após 2 títulos mundiais, o grande piloto brasileiro ainda não havia vencido o Grande Prêmio do Brasil.
Durante a corrida em Interlagos, tudo indicava que não seria naquele ano que o "tabu' seria quebrado. Senna teve graves problemas no cambio, ficando apenas com a 6ª marcha disponível para uso nas voltas finais. O resultado, todos já sabem, mas vale sempre lembrar o final dessa corrida.

https://www.youtube.com/watch?v=V-nPjHurBgA

ELENCO DE PESO
Um grid com Ayrton Senna, Nigel Mansel, Alain Prost, Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno, Riccardo Patrese, entre outros grandes nomes da história da Fórmula 1, garantem corridas com grandes emoções.



Mas não por isso todos foram perfeitos em suas corridas. Alain Prost rodou sozinho na volta de apresentação do GP de San Marino. Mansell desligou o carro enquanto comemorava precocemente sua vitória no GP do Canadá, cedendo a para a vitória de Nelson Piquet.

EQUIPE EQUILIBRADAS
O equilíbrio e competitividade de diversas equipes neste ano trouxe à F1 uma competitividade pouco observada nos anos anteriores, e que também não iria ocorrer nos anos seguintes.
Nos anos de 1988 e 89, a McLaren foi a equipe dominante, vencendo 25 de 32 corridas destes 2 anos (mais de 78% de aproveitamento). Em 1991 foram 8 vitórias da McLaren, 7 da Willians e 1 da Benetton.



Para os anos seguintes, iriamos observar um domínio da Williams "de outro planeta", com suspensão ativa, cambio semi-automático, vencendo 20 de 32 corridas (62,5% de aproveitamento).

SEM POLÊMICAS NA DECISÃO
Como todo grande fã de automobilismo no Brasil deve se lembrar, os anos de 1989 e 1990 foram marcados por 2 decisões de campeonato com acidentes polêmicos, avaliações questionáveis de comissários e o campeonato terminando com um acidente entre Ayrton Senna e Alain Prost.
Passado esse momento, o campeonato de 1991 foi decidido na pista, com disputas emocionantes e a conclusão do ano com o tri-campeonato de Senna, após segurar Mansell e mexer com a concentração do inglês, que rodou e abandonou o GP do Japão.

https://www.youtube.com/watch?v=diUodu5Wrsc

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Fonte:
'https://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_de_F%C3%B3rmula_1_de_1991
'https://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_de_F%C3%B3rmula_1_de_1989
'https://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_de_F%C3%B3rmula_1_de_1988
'http://www.resultado.gpexpert.com.br/2011/05/1991.html
'https://esporte.ig.com.br/automobilismo/f1/em-1991-senna-venceu-na-hungria-e-quebrou-sequencia-sem-vitorias/n1597104972021.html

Cuidando da máquina depois do uso

Depois de um longo e prazeroso final de semana na pista, chega a hora de cuidar do equipamento. Se você gosta de cuidar do seu kart, ou mesmo deixando com um mecânico, conheça essas 9 dicas de como guardar e manter seu equipamento em perfeitas condições.



 1. ESVAZIE O TANQUE

Devido à sua composição química e características, o plástico e a borracha realizam algumas reações químicas com a gasolina, etanol e óleo. Deixar o combustível por muito tempo armazenado e parado nos dutos pode gerar o ressecamento e deterioração dos componentes.
Recomenda-se drenar todo o combustível parado entre o tanque o carburador.
Armazene a mistura em um recipiente limpo e guarde em local seguro, para que assim você possa voltar a utilizar o combustível. Mas não deixe lá por muito tempo.

2. ATENÇÃO COM O CARBURADOR

O carburador é um dos componentes mais delicados de um kart, e pode ser o grande diferencial na preparação. Abra e limpe o carburados, removendo qualquer resíduo de gasolina que tenha ficado por lá, evitando os danos às vedações, membranas (se aplicável) e molas.



3. DRENANDO A ÁGUA

Espere o motor esfriar e drene o radiador. Com isso poupa o sistema de resfriamento da formação de depósitos de água dura, com minerais e resíduos de metal que podem comprometer seu funcionamento correto e obstruir a bomba de água. Verifique também o estado das "correias" da bomba d'água. Lembre-se que mesmo um componente bem barato pode encerrar mais cedo sua corrida.

4. LIMPEZA DAS CARENAGENS

A estética e limpeza do kart também são importantes para ter maior visibilidade na pista, depois de um dia de muita diversão. Utilize produtos específicos para limpeza ou simplesmente sabão líquido e água para remover toda a sujeira que encontrar nas carenagens e estrutura do chassi. Quanto mais cedo você fizer a limpeza, mais fácil será remover a sujeira acumulada durante a corrida, mais longas serão as suas carenagens do kart.

5. SUJEIRA PESADA

Quanto mais próximo da transmissão e do motor, maior será a sujeira, com resíduos de óleos e graxas. Utilize um pano e um spray lubrificante (como o WD-40, por exemplo) e comece a trabalhar, especialmente na zona de transmissão. Você pode usar lubrificantes como limpadores em basicamente todos os componentes (exceto freios), deixando uma leve camada de óleo nas peças sujeitas a ferrugem. Você deve fazer esse passo quando não estiver com pressa, mesmo quando voltar para casa.

6. CUIDANDO DA RELAÇÃO




A transmissão do Kart se desgastam facilmente, então crie o hábito de verificar o seu estado no final de cada dia de pista. Desaparafuse a vela de ignição e faça o eixo traseiro girar em intervalos curtos, para ver como está a folga da corrente. Se você perceber que a tensão da corrente muda muito de uma rotação para a próxima (às vezes, muito apertada e muito solta), significa que ela está esticada e precisa ser substituída. A coroa e o pinhão se desgastam e os dentes ficam menores e mais pontiagudos. Neste caso, também será necessário substituí-los.

7. PNEUS E RODAS

Nunca deixe pneus e rodas no seu kart! Retire-os e coloque os seus pneus dentro de sacos resistentes à luz, para preservar o composto. Antes de guardá-los, calibre com alguma pressão para que não fiquem deformados.



8. ANOTAÇÕES GERAIS

É muito importante fazer um registro da sua atividades no treino ou corrida, para controlar quantas voltas conseguiu fazer. Anote também as alterações ou substituições de configuração que você possa ter feito: informações que podem ser úteis na próxima vez que você for correr.

9. VERIFICAÇÕES GERAIS

Além do que dissemos até agora, é sempre bom fazer uma inspeção geral do kart, para que você possa notar quais peças precisam ser substituídas antes de você voltar à pista. Verifique o desgaste das pastilhas de freio, e a rigidez do pedal, os rolamentos, os aperto de todos os parafusos e porcas. Certifique-se de substituir tudo o que for necessário antes de voltar pra pista.

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Fonte:
https://www.tkart.it/en/magazine/how-to/10-things-a-day-on-the-track
http://kartodromolml.com.br/img/gallery/manutencao.jpg
http://camperakarting.com/

Hora certa de trocar o chassis

Retomando nossos artigos com foco técnico, trazemos a vocês esse artigo uma análise sobre o momento certo para trocar o chassis de seu kart.



O TEMPO É RELATIVO

Assim como um carro, a verdadeira "idade" de um chassis depende não só do ano de fabricação, mas também de sua utilização. Um chassis com 2 anos de uso apenas para treinos pode ser melhor do que um chassis com 6 meses de uso, porém usado em treinos e corridas de um campeonato competitivo. O principal motivo para isso acontecer é a fadiga do chassis do kart. Andar em uma pista com zebras altas, motores ou pilotos mais pesados, aceleram o processo de fadiga.

O QUE É FADIGA

Por definição, a fadiga é o processo de ruptura progressiva de materiais sujeitos a ciclos repetidos de tensão.



Resumidamente, um material exposto a esforços repetitivos perde sua resistência conforme é utilizado, até que, ocorre a quebra do mesmo.

O chassis do kart sofre com muita torção, já que o veículo não tem suspensão. Assim, após algum tempo de uso, o kart não terá a mesma rigidez que o kart quando novo. Mas isso não quer dizer que este é o melhor momento para isso.

AS CONSEQUÊNCIAS DA FADIGA

O desgaste do quadro do chassis vai fazer  kart ficar mais "macio", o que representará perda de aderência. Mas, devido a todas as opções de setup, é possível compensar essa perda com mudanças no acerto.



Se você utilizava um acerto do kart que deixava ele mais "solto", pode apertar algumas das barras transversais, para-choques, entre outros, que vão compensar a perda de aderência. Entende-se que o chassis está realmente fadigado quando, mas usando as opções de setup que mais prendem o kart, não conseguimos a aderência desejada.

Ao final, o mais importante é acompanhar os tempos de volta e a telemetria, em cada treino e corrida. Se os tempos de volta não são mais os mesmos, então é hora de pensar no que fazer. O Qstarz de proporciona a mais versátil telemetria do mercado, e você encontra na loja do Papo de Box.

Fontes:
www.forums.kartpulse.com/t/how-long-does-a-chassis-last-and-how-to-know-when-to-replace-it/1224

Campeonato Mundial de Kart 1998

Em 2018 completam 20 anos do último título mundial de kart de um brasileiro. Em setembro de 1998, Ruben Carrapatoso conquistou o incrível resultado na categoria Fórmula A. Hoje vamos contar um pouco de como foi esse evento.



O CAMPEONATO

Em 1998 o Campeonato Mundial de Kart era disputado em 2 categorias principais, a Formula A e a Formula Super A.
Essas categorias utilizavam os motores de 100cc e refrigerados a ar muito semelhantes, mas com algumas diferenças na carburação que tornavam os karts da Formula A cerca de 0,5s mais lento.
Enquanto os Super A podiam utilizar qualquer tipo de carburador com venture de no máximo 32mm, os Fórmulas A eram limitados a carburadores de borboleta com venture de no máximo 24mm de diâmetro.



Outra curiosidade deste campeonato foi a adoção de um Safety Car, que liderava o grupo nas voltas de apresentação. Esse carrinho azul foi uma atração a parte, com pneus que estrapolavam os para-lamas e reforvam o DNA "dicurrida". Infelizmente não temos muitas informações sobre esse carrinho, mas acredito que seja um carro da categoria Legends Racing.

OS CAMPEÕES

Davide Fore (ITA) foi o campeão na categoria Fórmula Super A, para pilotos com mais de 18 anos, Ruben Carrapatoso (BRA) na categoria Formula A, para pilotos entre 15 e 18 anos.
Dentre os 34 finalistas da categoria Formula A, destacam-se dois pilotos que tiveram uma carreira no automobilismo de grande destaque. Fernando Alonso terminou aquele campeonato em 26º, enquanto Ryan Briscoe foi 28º.



Na categoria Formula Super A, alguns futuros pilotos de Fórmula 1 estiveram presentes. Vitantonio Liuzzi foi 7º colocado, Kimi Raikonen (foto acima) foi 24º e Anthony Daividson 34º.

Confira como foi a corrida que deu o título ao brasileiro:



A PISTA

O palco deste grande evento foi o Kartódromo de Ugento, na Itália. Construído em 1986, o projeto deste complexo para o automobilismo teria um autódromo, mas essa parte do projeto nunca saiu do papel.



O traçado desta pista em 1998 (acima) tinha 1120m de extensão e largura entre 8 e 10m, 10 curvas em um traçado que girava no sentido horário. O kartódromo ainda existe, porém passou por algumas extensões que gerou novas opções de traçado e características bem diferentes, como podemos ver na imagem abaixo.



Fontes:
www.kartdrome.com/index.php/racing-and-preparation/formula-a-and-formula-super-a-overview
www.cikfia.com/inside-cikfia/history/our-history/view/article/1998.html
www.kartingmagazine.com/features/historic/karting-in-the-year-1998-a-history/
www.gdecarli.it/php/circuit.php?var1=577&var2=2
www.legendsracingeurope.com/

Conheça o Campeonato Brasileiro de Kart

No final de semana de publicação deste artigo está acontecendo no Kartódromo da Granja Viana a segunda fase do 53º Campeonato Brasileiro de Kart. Então vamos trazer a vocês alguns detalhes desta competição.



O FORMATO DA COMPETIÇÃO

O Campeonato Brasileiro de Kart é uma competição do tipo "open", ou seja, não existem exigências de classificação para inscrição na categoria para a qual você possua a carteira de piloto. Dessa forma, um piloto estreante pode participar, por exemplo, nas categorias F4, novatos ou cadete.



Outra classificação utilizada para definição das categorias é a idade dos pilotos. Assim, por exemplo, na categoria F4 Graduados é permitida a participação de pilotos nascidos até 2004, na categoria F4 Sênior para pilotos nascidos até 1988, F4 Super Sênior para pilotos nascidos até 1974 e F4 Super Sênio Master pilotos nascidos até 1963.

Cada categoria disputa 2 corridas classificatórias, uma pré-final e uma final, sendo que o vencedor da final é declarado o Campeão Brasileiro de Kart. Nas etapas classificatórias, os pilotos recebem ponto de maneira crescente, de acordo com a posição de chegada. Assim, o primeiro colocado "ganha" 0 (zero) pontos, o segundo ganha 2, o terceiro, 3, e assim em diante. Se classificarão para a final os pilotos que tiverem menos pontos, sendo essa também a definição do grid de largada. O grid máximo em cada categoria é de 36 kart.

PREMIAÇÃO

Nos últimos anos a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) vem oferencendo premiações especiais para as categorias nas quais competem pilotos com idade para seguir uma carreira no automobilismo. Este ano, os pilotos campeões das categorias Graduados e Sênior vão receber como premiação a participação em uma etapa da Sprint Race. Já o campeão e o vice-campeão da categoria Junior vão ganhar um dia de testes com um carro da Fórmula Academy Sudamericana.



Além das premiações especiais, o campeão das categorias Codasur Jr e Internacional OK ganham vaga para o CIK-FIA World Junior Championship (Campeonato Mundial de Kart na categoria Júnior). O campeão da categoria CODASUR terá vaga para o CIK-FIA World Championship (Campeonato Mundial de Kart).

OS MAIORES VITORIÓSOS

Os pilotos com maior quantidade de títulos em Campeonatos Brasileiros continuam na ativa e estarão no KGV neste final de semana. Renato Russo e André Nicastro possuem, cada um, 9 títulos, sendo que Renato pode conseguir seu 10º título.

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Fontes
www.faspnet.com.br/brasileiro-de-kart-premios-especiais-para-3-categorias/
www.cba.org.br/_img/dinamics/regulamentos/regulamento-geral-cbk-2018---versao-final-ams-ii---09fev.pdf
www.cba.org.br/_img/dinamics/regulamentos/rnk-2018-arquivo-finalizado-site.pdf
www.facebook.com/brasileirodekart/
www.racingonline.com.br/noticias/granja-viana-sedia-campeonato-brasileiro-de-kart-em-2018/

O que o Brasil tem como exemplo para o kart mundial

A quinze dias falamos sobre oportunidades que temos no kart brasileiros. Hoje vamos falar sobre o que o Brasil tem como exemplo para o kart mundial.



MOTORES SIMPLES

Com um foco sempre grande em manter baixos custos no kartismo nacional, não chegamos a ter no Brasil os mesmos padrões de motores das principais categorias. Porém, aparentemente, isso não foi algo tão ruim para nós. Além de manter menores custos e simplicidades, vemos no atual cenário uma nova tendência de simplificação dos motores. Um grande exemplo recente disso foi que a CIK-FIA trocou os motores KF, com partida elétrica e embreagem centrífuga, pelos OK, com transmissão direta, sem partida elétrica ou embreagem, semelhante ao que sempre tivemos no Brasil.

CATEGORIAS INTERNACIONAIS

Para os pilotos que buscam uma carreira internacional, podemos encontrar por aqui algumas das principais categorias de nível mundial, como as Rotax, ROK e Shifters. Não são categorias largamente difundidas, mas só de termos essas categorias no Brasil é uma oportunidade para que nossos pilotos possam se preparar antes de uma investida para o automobilismo internacional.



DIVERSOS FABRICANTES DE CHASSIS

Temos no Brasil as principais marcas de chassis mundiais. Desde Tony Kart, Praga e CRG, até marcas nacionais, como o Kart Mega, Techspeed e Kart Mini, estarão presentes no próximo Campeonato Brasileiro de Kart e estão participando constantemente de campeonatos no Brasil.

KARTÓDROMOS DE ALTO NÍVEL

O Brasil é um país rico em pistas de grande nível. O Kartódromo da Granja Viana está sendo o palco dos principais eventos de kart do ano, como o Sul Americano de Kart Rotax e o Campeonato Brasileiro. O Kartódromo de Palatino, na Paraíba, é o único com homologação CIK-FIA, e vai receber o Mundial de Kart Rotax esse ano. O "finado" Kartódromo de Itú já recebeu um Mundialito de Kart, em 1997, e novos kartódromos com excelentes estruturas estão surgindo no Brasil. O último grande destaque é o Speed Park, em Birigui, que você pode conhecer mais detalhes no Podcast Kartbuzz #62.


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Fontes:
www.speedpark.com.br/
www.kartodromogranjaviana.com.br/
www.flickr.com/photos/skbbrasil/27047700573/in/album-72157669251382321
www.kartmotor.com.br/noticias/mais-novo-kartdromo-do-brasil-speed-park-ser-inaugurado-nesta-quarta-em-birigui-e-j-tem-calendrio-de-competies-oficiais-30657

O que ainda não temos no Brasil

O cenário do kart no Brasil possui boa diversidade de categorias, pistas e campeonatos. Mas o que ainda nos falta?



RENTAL 2 TEMPOS

Apesar de não ser muito comum, alguns kartódromos fora do país oferencem opções de kart rental com motor Rotax Max de 2 tempos. É um rental mais rápido e com uma dinâmica diferentes dos demais, já que este tipo de motor não tem tanto torque quando os Honda GX390.
A potência é seu grande diferencial, chegando a aproximadamente 30hp.


Uma das competições de rental kart 2 tempos mais famosas da Europa é o Club 100. Os karts não possuem um "borrachão" muito grande, sendo a proteção feita com peças plásticas de carenagem mais robustas.


Esses karts utilizam um motores TKM BT82 115cc limitados a 18hps, sem embreagem, características que os aproximam dos karts profissionais.

MOTORES 2 TEMPOS AR


Apesar de o uso dos karts 2 tempos refrigerados a água já serem muito populares, ainda existem categorias de baixo custo, focada em pilotos que buscam uma categoria competitiva com baixo custo. Na Inglaterra, a Fórmula TKM segue esse princípio, com motores 2 tempos refrigerados a ar e que geram aproximadamente 23hp, sem preparação.
Você pode estar pensando "qual a diferença entre usar um motor 2 tempos 23hp e um Honda GX390 da F400 com a mesma potência?" A principal diferença é o peso! Esses motores são mais leves, permitindo que os kart sejam mais rápidos em curvas, em frenagens e acelerações, uma tocada bem diferente.




PISTAS DE TERRA

Imagina como deve ser legal andar com karts na terra, em uma pista bem nivelada, ao mesmo tempo com pouca aderência, na qual pra andar rápido você precisa ser ousado e andar atravessando, igual rally. Se essa descrição ainda não te deu vontade de experimentar o kart na terra, confira esse vídeo:


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Fontes:
www.rkc.fr
www.tal-ko.com/
www.club100.co.uk/

Grandes Kartistas - Jarno Trulli

O Italiano Jarno Trulli é considerado um dos melhores pilotos de kart de todos os tempos.



Nascido em Pescara, cidade da costa leste da Itália, no ano de 1974, demonstrou grande interesse pelo kart desde criança. Seu pai lhe arrumou um kart quando tinha apenas 8 anos de idade, e logo de início demonstrou uma grande habilidade de pilotar no limite, comparável a pilotos de maior experiência.



CARREIRA VITORIOSA

Foi Campeão Italiano de Kart por 3 anos consecutívos, entre 1988 e 1990, Campeão Mundial de Kart em 1991, na categoria K, campeão da categoria C em 1994 e da Super A em 1995, quando já corria na Fórmula 3.


No vídeo abaixo, vemos uma das grandes disputas do Campeonato Europeu de Kart de 1994, na categoria Formula Super A.



PRINCIPAIS ADVERSÁRIOS

Outros 2 pilotos de destaque e contemporâneos de Trulli foram Giancarlo Fisichella e Jos Verstappen. Curiosamente, estes três pilotos com vários títulos no kart não obtiveram o mesmo êxito na Fórmula 1, principalmente pela falta de oportunidade de estar em boas equipes.

No vídeo abaixo vemos o acidente entre Verstappen e Fisichella no mundial de 1991 que facilitou a conquista do título para Trulli.



ASCENSÃO METEÓRICA

Trulli foi um dos primeiros casos de pilotos que em um curto período saíram do kart e logo chegaram à Fórmula 1. Foi campeão da Fórmula 3 Alemã em 1996, mesmo ano em que já atuava como piloto de testes da Benetton. Estreou como piloto oficial da Minardi em 1997.

Sua carreira na Fórmula 1 foi até 2011, no entanto, não teve o mesmo destaque que conquistou nos anos no kart.

POR ONDE ANDA

Recentemente Trulli esteve a frente de sua equipe na primeira temporada da Fórmula E, desenvolveu alguns modelos de chassis de kart e dedica-se à carreira de seu filho, Enzo.

Fontes
www.crash.net/f1/feature/63469/1/where-it-all-began-for-jarno-trulli
www.cikfia.com/inside-cikfia/history/our-history/view/article/1991.html
f1history.wikia.com/wiki/Jarno_Trulli
www.crash.net/f1/news/48111/1/trulli-opts-for-kart

Largada e 1ª Volta

"Uma corrida não é vencida na primeira curva, mas pode ser perdida na primeira curva", já dizia o "poeta".



A largada é um momento crítico para todos no esporte a motor. Demanda grande concentração dos pilotos para ter a reação mais rápida e não perder nem um décimo de segundo para iniciar a corrida.

O rental kart possui um sistema de embreagem centrifuga, que é acionado com o aumento da rotação do motor. Com isso, é mais difícil controlar o ponto onde a embreagem vai conectar, para então movimentar o kart.

Todo piloto deve tentar fazer o kart se movimentar mais rápido.



A "PEDALADA"

A pedalada consiste em "girar" as rodas dianteiras, ajudando a movimentar o kart no momento em que o motor ainda não está totalmente acoplado ao eixo pela embreagem.

Para fazer essa manobra, primeiramente é necessário alcançar os pneus dianteiros, então pilotos mais baixos terão alguma dificuldade.

A pedalada foi um dos temas da edição 17 do podcast KartBuzz - Manias e Vícios de Pilotos. Se ainda não ouviu, ouça clicando aqui

ACELERANDO NA MÃO

A maioria dos kartódromos está adotando em sua frota o sistema que corta a aceleração do kart quando você freia o kart.

Mas um truque para manter alguma aceleração no motor é acelerar o kart na alavanca presente no motor, de maneira suave, visando reduzir o tempo para acoplamento da embreagem. Apenas cuidado, essa alavanca não foi feita pra isso, você pode se machucar.

Em uma pista onde a reta de largada é plana ou em subida, essa ação tem menos efeito, porém em decida, quando precisamos manter o pé no freio, pode ser um grande diferencial.

Mantenha o máximo de atenção no bandeira ou no sinal de largada, pois o tempo de reação é fundamental para uma boa largada.

Veja no vídeo abaixo um comparativo entre uma largada ruim, com o piloto distraído e sem saber o que fazer, e outra onde o piloto definiu uma estratégia e seguiu.



Repare que na primeira largada o piloto pensou em fazer a pedalada, mas não conseguiu, também não teve um bom tempo de reação. Quando já era tarde, não adiantava mais pular no banco nem nada, várias posições perdidas.

Na segunda largada, utilizou a aceleração na mão para manter o kart parado e a embreagem em uma boa condição de acoplamento. Essa largada foi melhor.

A 1ª VOLTA

Tente se manter ao máximo na parte de dentro da primeira curva, em uma condição defensiva de posições.

A primeira volta é o momento da corrida onde os karts estão mais próximos, por isso é importante ser rápido.

Se estiver com um kart ruim, pode ser um bom momento para ganhar algumas posições e tentar manter as posições durante a corrida.

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Fonte:
academiadokart.com.br/dicas-de-pilotagem/post/pedalar-o-kart-indoor-vale-a-pena
www.asseka.com.br

Grandes Kartistas - Guga Ribas

Augusto Sérgio de Oliveira Ribas, mais conhecido como Guga Ribas, foi primeiro brasileiro Campeão Mundial de Kart.



Filho de Henrique Sérgio Ribas, grande nome do kartistmo carioca e ex-presidente da Comissão Nacional de Kart, Guga iniciou sua carreira aos 13 anos, teve grande destaque no kartismo carioca e nacional.



Em seu primeiro ano no kart, Guga treinou bastante antes de entrar em uma competição oficial. Esse preparo gerou resultados, já que o piloto venceu sua corrida de estreia, em novembro de 1977.

Nesta época, o kart no Rio de Janeiro estava muito forte, principalmente com a inauguração do Kartódromo do Maqui Mundi e, posteriormente, do autódromo de Jacerepagua (1977-2012).



A partir daí sua carreira começou a decolar. Formou a equipe Leite de Rosa, que contava ainda com os pilotos José Perez Rezende, Hamilton Borges Forte, e seu irmão Mauro Ribas.

Apesar dos muitos títulos regionais, Guga não conquistou nenhum Campeonato Brasileiro de Kart. Foi contemporâneo de outros grandes kartistas, como Mário Sérgio Carvalho, Paulo Carcasci e Oswaldo Negri.

Em 1986, já com 9 anos de experiência no kart, Guga foi participar de seu 2º Campeonato Mundial de Kart, disputado em Jacksonville, no estado da Flórida, Estado Unidos. Utilizando um equipamento IAME.

Após uma semana de treinos intensos e andando sempre entre os 3 primeiros. Ele aceitou participar do campeonato, apesar do protesto e boicote de muitos pilotos europeus por considerarem a pista muito perigosa.

Guga conquistou o título em 1986. Infelizmente não temos muitos registros deste campeonato mundial, mas confira no vídeo abaixo como era o kartódromo.



Após a história de sucesso no kart, Guga tentou seguir carreira no automobilismo, correndo na Fórmula Ford, Brasileiro de Marcas e Pilotos, e na Stock Car, mas sem o mesmo sucesso dos anos anteriores.



Mais recentemente, Guga Ribas se dedica ao Tiro Esportivo, tendo conquistano um título mundial na modalidade, além de ter sua própria linha de acessórios para o esporte.

Fonte
www.nobresdogrid.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1464:guga-ribas-nosso-primeiro-campeao-mundial-de-kart&catid=87:espaco-karting&Itemid=177
www.rankbrasil.com.br/Recordes/Materias/06tE/Primeiro_Brasileiro_Campeao_Mundial_De_Kart
www.pt.wikipedia.org/wiki/Aut%C3%B3dromo_de_Jacarepagu%C3%A1#Hist%C3%B3ria
www.cikfia.com/inside-cikfia/history/our-history/view/article/1986.html
www.tkart.it/en/magazine/editorial/giuseppe-mioso-world-surprise/#1

Grande Kartistas - Rubens Barrichello

Iniciando uma série nova aqui no Papo de Box, vamos trazer a vocês as hitórias da carreiras de grande pilotos no kart. Para o primeiro artigo, vamos falar um pouco sobre Rubens Barrichello.



INÍCIO

Rubens começa a andar de kart como uma brincadeira, um brinquedo ganhado do avô materno. Mas esse presente não deve ter sido por acaso, Rubens é sobrinho de Dárcio dos Santos, ex-piloto que teve grande atuação no automobilismo nacional e que, segundo reza a lenda (ou seja, não tenho certeza dessa informação), proporcionou a Ayrton Senna o primeiro contato com o carros da fórmula. A brincadeira de Rubens se torna algo sério, principalmente quando obteve bons resultados logo nas primeiras corridas que participou.



TÍTULOS E CAMPEONATOS IMPORTANTES

De 1981 a 1988 foram 5 títulos de Campeão Brasileiro, 5 títulos de Campeão Paulista, 1 título de Campeão Sul-Americano, em 1986, e um 9º lugar no Campeonato Mundial de Kart de 1987, quando já contava com o apadrinhamento de Ayrton Senna.





PRINCIPAL ADVERSÁRIO

O principal adversário nessa época foi Cristian Fittipaldi, piloto que contava com o forte sobrenome para chamar a atenção de todos. Os bons resultados de Rubens contra este adversário chamaram a atenção da imprensa por ser o menino que "desafiava" os Fittipaldi.
 

Fonte
www.kartmotor.com.br/noticias/brasileiro/especial-182-campeoes-integram-parte-da-historia-do-campeonato-brasileiro-24575 www.gptotal.com.br/2001/rubens2003/index.htm www.esportes.estadao.com.br/noticias/velocidade,o-que-os-profissionais-da-formula-1-pensam-sobre-rubens-barrichello,1008603

Tirando o máximo dos pneus

Aqui no Papo de Box falamos várias vezes sobre o uso da telemetria no kart. Hoje trazemos a você uma aplicação prática em que a telemtria foi utilizada para identifica as diferenças na pilotagem entre um kart com pneus novos no momento ideal e o mesmo kart, com o mesmo piloto, mas com os pneus mais usados.



Neste texto usamos como referência o artigo "Getting the Most Out of Your Tyres With the Help of Telemetry", publicado na revista virtual TKart, que você pode assinar com desconto de 50% sendo membro do Paddock do Kart Buzz.

A aderência de pneus novos é significativamente maior que pneus mais usados, mas essa aderência máxima não é obtida imediatamente. O ponto ideal do pneus varia com o composto do pneu, construção e marca, mas em geral ocorre na terceira ou quarta volta do pneu.

A maioria se programa no final de semana de corrida para conseguir esse momento ideal dos pneus durante o treino de classificação.

A primeira análise que podemos realizar com os dados de telemetria para é analisando o diagrama G-G, onde são plotados os dados de aceleração longitudinal e lateral.


Neste gráfico os pontos verdes são as medições da aceleração obtidas durante a volta na condição ideal dos pneus novos. Os pontos vermelhos foram obtidos durante uma volta com os pneus mais usados.

Repare que os pontos verdes estão em média mais distantes do centro do gráfico, principalmente em curvas, onde são obtidas as maiores forças do kart. Com pneus novos, a aceleração lateral chega a 3g, enquanto com os pneus usados esse valor é pouco superior a 2,5g, uma diferença de aproximadamente 17% de aceleração lateral, o que permite uma velocidade de contorno em curva maior.

Analisando o gráfico de velocidades nas voltas, esse ganho com os pneus novos fica ainda mais evidente. Repare que, principalmente nos pontos vales do gráfico (pontos de menor velocidade nas curvas) a velocidade do kart com pneu novo é maior, proporcionando um ganho de tempo.


A maior aderência com pneus novos também proporciona um maior controle do veículo. Observe que na região demarcada pelo circulo mais à esquerda, a frenagem com pneus novos ou usados ocorria igualmente até o momento que é uma mudança na curva vermelha (pneus usados).

Neste ponto ocorreu alguma mudança na frenagem, que pela proximidade com o ponto de menor velocidade, deve ter ocorrido na entrada da curva. Essa mudança é característica de uma travada de roda ou um alívio na frenagem, que pode ter ocorrido pela sensibildade do piloto para evitar o travamento. Esse tipo de diferença mostra que o piloto explorou ao máximo o desempenho dos pneus.

Na prática, você deve aplicar esse tipo de comparativo principalmente em seus treinos e como uma análise de performance da sua corrida. Se você tem algum equipamento de telemetria, sempre grave suas idas para a pista e realize anotações para lembrar o setup e as condições de pista. Compare os dados nos mesmos traçados e busque sempre as melhores passagens. Assim, você chegará no seu melhor desempenho e nos resultados.

Ainda não tem um equipamento de telemetria? Confira os produtos da loja do Papo de Box, clicando aqui.

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Fonte
'https://www.tkart.it

Voltando à vida



Você é um kartista apaixonado por este sensacional esporte, gostaria de investir pouco para s divertir nos treinos no final de semana? Ou então tem um chassi usadinho, que ficou muito tempo parado na garagem e quer trazer ele de volta a vida? Hoje vamos passar algumas dicas para restaurar um kart, com baixo custo e garantia de muita diversão!

DESMONTE TUDO!

A primeira ação é reservar um espaço e desmontar tudo! Confira se você tem todas as ferramentas, identifique os parafusos para facilitar a montagem e saber de onde eles foram retirados. É importante ter as peças antigas mesmo que planeje que elas segam substituídas, elas podem ser usadas como referência na hora de comprar novas.


Com o quadro desmontado e limpo, dê uma boa olhada em todas as soldas e nos tubos da estrutura, principalmente na região próxima ao banco e motor. Se houver alguma solda quebrada, ou trinca nos tubos, será necessário fazer uma solda para corrigir a quebra.

Chassis com soldas refeitas e principalmente com solda no meio de um tubo para correção de trincas podem não ter o mesmo desempenho de um chassi novo, o que não é legal para quem participa de competições profissionais, mas para diversão e treinos nos finais de semana, não faz muita diferença.

Após estes serviços, pode ser interessante mandar gabaritar o chassi. Uma maneira de avaliar se isso será necessário é com um nível de bolha (não é a ferramenta ideal, mas já é alguma coisa). Coloque uma das barrar transversais do chassi em nível plano. Em seguida, verifique se as demais partes transversais também ficaram no nível. Se ocorrerem grandes diferenças, então será necessário gabaritar o chassi.

INICIANDO A MONTAGEM

Hora do trabalho duro! Com o quadro pronto, lixe e pinte todo o chassi. Você pode usar tinta spray automotiva e o ideal é utilizar uma tinta do tipo PU, devido a sua resistência e facilidade para pintura.

Peças cromadas podem ser recuperadas apenas realizando uma limpeza com uma estopa e Thinner.

Inicie a montagem pelas peças que compõem as partes mais baixas do chassi, como barras traseiras, mancais de rolamento, mangas de eixo e em seguida vá para as peças mais altas, como os componentes de direção, tanque e gravata de carenagem.

Deixe o banco e o assoalho para a fase final, pois pelo seu tamanho atrapalham muito na montagem de partes mais delicadas.



Algumas peças não valem a pena serem reaproveitadas e recomendamos a substituição. Por mais incrível que pareça, muitas peças são facilmente encontradas em lojas online ou físicas, sendo que alguns chassis utilizam os mesmos componentes até hoje. Segue algumas dicas:

Rolamentos: trocar os rolamentos é um fundamental para ter um kart em excelente condição de funcionamento e confiável. Como os principais apoios do veículo possuem rolamentos para manter sua sustentação, se esse componente quebra na pista, pode causar um acidente sério.

Borrachas e plásticos: as peças fabricadas em borracha e plástico podem ressecar e perder suas propriedades elásticas, fundamentais funcionamento do kart. O tanque de combustível também é de plástico e pode quebrar com maior facilidade. Se o seu estiver assim, troque.

Freio: ter freios confiáveis são fundamentais para sua segurança. Desmonte e troque molas e peças de borracha.Troque também as pastilhas de freio, mas se o disco não estiver trincado ou muito gasto, pode utilizar o que já estava no kart. Ferrugem no disco vai sair com o uso.

Carburador: desmonte, limpe, troque o "reparo", limpe os componentes e monte novamente igual estava.

MOTOR

Chegamos à parte mais complicadas. O motor de um kart possui muitas peças delicadas, montagem complexa que exige bastante conhecimento de medidas e tolerâncias, além de componentes que podem sofrer bastante com o tempo, principalmente motores 2 tempos. Faça um orçamento com um mecânico especializado em motores de kart, troque as gaiolas, roletes e rolamentos. Se precisar de pistões e bielas, o custo na recuperação será maior, mas não será problema encontrar esses componentes.

O RESULTADO




Ter um kart no qual você dedicou horas de trabalho e dedicação trazem como resultado um veículos que você vai adorar guiar, que será apaixonado e orgulhoso, pois sabe o trabalho e dedicação aplicados no projeto para que ele desse certo!

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Conhecendo sua armadura

A escolha de um macacão para andar de kart nem sempre é fácil, principalmente para aqueles que estão iniciando no esporte. O mercado disponibiliza diversos modelos e versões, alguns homologados pela CIK-FIA, outros para uso apenas em Rental Kart. Mas qual a diferença entre eles? O macacão para kart pode ser utilizado no automobilismo?



Segurança acima de tudo
Conforto e estética são as primeiras característisca que buscamos em um macacão, mas precisamos ter sempre em mente que sua principal função é manter a segurança e integridade do piloto em casos de acidentes.
As normas de homologação na exigem que o macacão de kart seja anti-chamas, visto que como no kart você não está preso ao veículo, o risco de queimaduras em caso incêndio é baixo. É muito mais importante que o macacão seja resistente a abrasão, para que em casos onde o piloto caia do veículo e deslize pelo asfalto o piloto não se machuque gravemente. Neste ponto, o macacão de kart é mais parecido com aquele utilizado no motociclismo.

O que é macacão nível 2?
A CIK-FIA possui 2 níveis de homologação. O macacão de nível 2 é homologado para competições tem mais camadas ou materiais mais espessos em sua confecção do que os modelo nível 1, aumentando assim o nível de proteção para o piloto. Além das caracterísitas de resistência, o macacão nível 2 geralmente possuem mais características: partes elásticas, peças de malha respirável e cortes diferenciados, no entanto, geralmente são 2 a 3 vezes o custo de um terno de nível 1.
Macacões nível 1 são homologados apenas para competições nacionais, enquanto o nível 2 pode ser utilizado em todas as competições oficiais da CIK-FIA.

Para obter a homologação nível 2, o equipamento é avaliado quanto a suas propriedades anti-rasgo e anti-abrasão. Este teste é realizado tanto nas camadas externas quanto internas do tecido e pelo menos uma delas precisa permanecer intacta para passar no teste, já que é suficiente para assegurar que o corpo e a pele do piloto estejam protegidas. Em geral as camada externa é mais resistente à abrasão.



O teste envolve o posicionamento de uma amostra de teste de tecido em um suporte circular e o posicionamento do conjunto de fita de lixa de 120 grãos, que gira em um equipamento próprio de testes que simula a rugosidade da pista. O suporte é solto de certa altura na fita, simulando assim o impacto do corpo na pista. Para obter aprovação nível 2, o tecido deve resistir ao teste por mais de 2,5 segundos. no caso de resistência por menos tempo, o macacão é classificado como nível 1.

As costuras do macacão precisam resistir uma carga de tração de 30 DecaNewtons para serem homologados, independente do nível do macacão.

Invista em segurança
Se você está começando no kart ou já tem experiência, tenha sempre atenção com sua segurança. Tenha um bom equipamento, dê preferência para produtos homologados e dentro do prazo de validade, são estes que vão fazer a diferença na hora que você mais precisa.

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Fonte
'https://www.tkart.it/en/magazine/how-to/to-understand-if-the-suit-is-really-safe/#1
'http://www.cikfia.com/regulations/homologation.html
'http://www.cikfia.com/fileadmin/content/REGULATIONS/Homologations/Homologations%20Regulations/2018/Reglement_d_Homologation_2018.pdf
'http://www.racedaysafety.com/kart-race-suit-buying-guide.html
'http://marklange.typepad.com/blitzkrieg/2008/12/safety-first-why-we-wear-baggy-suits-bulky-ribvests-funny-looking-neckbraces.html

Na direção certa


Você já parou pra pensar como você segura o voltante? Parece algo bem intuitivo, mas se prestar atenção, você vai perceber que muitas vezes fazemos isso da maneira errada, aplicando mais força que o necessário.

As mãos possuem terminações nervosas que funcionam como sensores para nosso corpo na interação com a máquina. Através das mão podemos sentir a aderência dos pneus, vibrações e reações no veículo que nos permitem maior controle.

Apenas uma função

O volante do kart tem por função dar ao piloto o controle da direção do veículo. Esse controle é realizado com o giro deste componente, apenas com o giro! Não adianta nada puxar ou empurrar o volante, e acredite, muitas vezes fazemos isso sem perceber.

Aplicando forças desnecessárias no volante, acabamos cansando o braço, perdendo rendimento. Isso pode ser a diferença entre uma vitória e não chegar no pódio, principalmente em corridas de endurance.

Um bom banco, bem posicionado, é fundamental para tirar essa carga dos braços. Seu corpo deve estar bem apoiado no banco para que não seja necessário se segurar no volante, mantendo sempre a força nos braços necessária para controle do kart.

No vídeo abaixo podemos ver como é a tocada de Rubens Barrichello, guiando um kart das 500 Milhas de Kart KGV 2011, que naquele ano foi disputada no Kartódromo Beto Carreiro. Repare que as mãos ficam firmes no volante, mas aparentemente de maneira confortável. Os dedos indicadores fica ligeiramente voltado para cima, o que demonstra que o piloto não precisa fazer grande pressão no volante para ter aderência ao volante.


O mesmo podemos perceber na guiada do Stock Car. A precisão no volante é facilitada pela direção hidráulica, permitindo mais sensibilidade e controle pelo piloto.



Feedback

Como o volante está diretamente ligado ao controle de direção do veículo, é importante ter uma boa sensibilidade nas mão para sentir o feedback do volante. De acordo com o comportamento do kart, uma saída de frente ou de traseira, pode ser percebida no volante, que fica mais "leve" ou mais "pesado" de girar. As vibrações sentidas através do volante mostram se estamos próximos do limite de aderência do carro, ou se estamos no overdrive. Uma dica para melhorar essa sensibilidade é ter uma postura de mão confortável e que permita a circulação do sangue, o que mantem a boa sensibilidade dos nervos da mão.

Um bom grip é fundamental

Quando o volante não tem uma boa aderência, precisamos apertar mais forte o volante para conseguir girá-lo. Com isso, além do desgaste físico, perdemos também uma parte da sensibilidade no volante. Ter um bom volante e uma boa luva facilitam muito o controle do kart e permitem sentir cada movimento. Lavar as luvas com frequência ajudam a manter um bom grip, mas se sua luva estiver muito velha, então é hora trocá-la.

Essa precisão e sensibilidade proporcionada pelo volante são tão importantes que existem especialistas que fazem o molde dos volantes para os pilotos profissionais. Um dos mais conhecidos é Ed Dellis, também conhecido como The Steering Wheel Guy. Ele desenvolve volantes para os melhores pilotos mundo, tendo como um dos seu cases de sucesso o piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Veja um pouco de sua história neste vídeo.


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Fonte
'http://www.steeringwheelguy.com/
'https://startinggrid.org/2012/04/05/want-to-be-faster-start-by-loosening-your-grip/#more-6521