Voltando à vida



Você é um kartista apaixonado por este sensacional esporte, gostaria de investir pouco para s divertir nos treinos no final de semana? Ou então tem um chassi usadinho, que ficou muito tempo parado na garagem e quer trazer ele de volta a vida? Hoje vamos passar algumas dicas para restaurar um kart, com baixo custo e garantia de muita diversão!

DESMONTE TUDO!

A primeira ação é reservar um espaço e desmontar tudo! Confira se você tem todas as ferramentas, identifique os parafusos para facilitar a montagem e saber de onde eles foram retirados. É importante ter as peças antigas mesmo que planeje que elas segam substituídas, elas podem ser usadas como referência na hora de comprar novas.


Com o quadro desmontado e limpo, dê uma boa olhada em todas as soldas e nos tubos da estrutura, principalmente na região próxima ao banco e motor. Se houver alguma solda quebrada, ou trinca nos tubos, será necessário fazer uma solda para corrigir a quebra.

Chassis com soldas refeitas e principalmente com solda no meio de um tubo para correção de trincas podem não ter o mesmo desempenho de um chassi novo, o que não é legal para quem participa de competições profissionais, mas para diversão e treinos nos finais de semana, não faz muita diferença.

Após estes serviços, pode ser interessante mandar gabaritar o chassi. Uma maneira de avaliar se isso será necessário é com um nível de bolha (não é a ferramenta ideal, mas já é alguma coisa). Coloque uma das barrar transversais do chassi em nível plano. Em seguida, verifique se as demais partes transversais também ficaram no nível. Se ocorrerem grandes diferenças, então será necessário gabaritar o chassi.

INICIANDO A MONTAGEM

Hora do trabalho duro! Com o quadro pronto, lixe e pinte todo o chassi. Você pode usar tinta spray automotiva e o ideal é utilizar uma tinta do tipo PU, devido a sua resistência e facilidade para pintura.

Peças cromadas podem ser recuperadas apenas realizando uma limpeza com uma estopa e Thinner.

Inicie a montagem pelas peças que compõem as partes mais baixas do chassi, como barras traseiras, mancais de rolamento, mangas de eixo e em seguida vá para as peças mais altas, como os componentes de direção, tanque e gravata de carenagem.

Deixe o banco e o assoalho para a fase final, pois pelo seu tamanho atrapalham muito na montagem de partes mais delicadas.



Algumas peças não valem a pena serem reaproveitadas e recomendamos a substituição. Por mais incrível que pareça, muitas peças são facilmente encontradas em lojas online ou físicas, sendo que alguns chassis utilizam os mesmos componentes até hoje. Segue algumas dicas:

Rolamentos: trocar os rolamentos é um fundamental para ter um kart em excelente condição de funcionamento e confiável. Como os principais apoios do veículo possuem rolamentos para manter sua sustentação, se esse componente quebra na pista, pode causar um acidente sério.

Borrachas e plásticos: as peças fabricadas em borracha e plástico podem ressecar e perder suas propriedades elásticas, fundamentais funcionamento do kart. O tanque de combustível também é de plástico e pode quebrar com maior facilidade. Se o seu estiver assim, troque.

Freio: ter freios confiáveis são fundamentais para sua segurança. Desmonte e troque molas e peças de borracha.Troque também as pastilhas de freio, mas se o disco não estiver trincado ou muito gasto, pode utilizar o que já estava no kart. Ferrugem no disco vai sair com o uso.

Carburador: desmonte, limpe, troque o "reparo", limpe os componentes e monte novamente igual estava.

MOTOR

Chegamos à parte mais complicadas. O motor de um kart possui muitas peças delicadas, montagem complexa que exige bastante conhecimento de medidas e tolerâncias, além de componentes que podem sofrer bastante com o tempo, principalmente motores 2 tempos. Faça um orçamento com um mecânico especializado em motores de kart, troque as gaiolas, roletes e rolamentos. Se precisar de pistões e bielas, o custo na recuperação será maior, mas não será problema encontrar esses componentes.

O RESULTADO




Ter um kart no qual você dedicou horas de trabalho e dedicação trazem como resultado um veículos que você vai adorar guiar, que será apaixonado e orgulhoso, pois sabe o trabalho e dedicação aplicados no projeto para que ele desse certo!

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Conhecendo sua armadura

A escolha de um macacão para andar de kart nem sempre é fácil, principalmente para aqueles que estão iniciando no esporte. O mercado disponibiliza diversos modelos e versões, alguns homologados pela CIK-FIA, outros para uso apenas em Rental Kart. Mas qual a diferença entre eles? O macacão para kart pode ser utilizado no automobilismo?



Segurança acima de tudo
Conforto e estética são as primeiras característisca que buscamos em um macacão, mas precisamos ter sempre em mente que sua principal função é manter a segurança e integridade do piloto em casos de acidentes.
As normas de homologação na exigem que o macacão de kart seja anti-chamas, visto que como no kart você não está preso ao veículo, o risco de queimaduras em caso incêndio é baixo. É muito mais importante que o macacão seja resistente a abrasão, para que em casos onde o piloto caia do veículo e deslize pelo asfalto o piloto não se machuque gravemente. Neste ponto, o macacão de kart é mais parecido com aquele utilizado no motociclismo.

O que é macacão nível 2?
A CIK-FIA possui 2 níveis de homologação. O macacão de nível 2 é homologado para competições tem mais camadas ou materiais mais espessos em sua confecção do que os modelo nível 1, aumentando assim o nível de proteção para o piloto. Além das caracterísitas de resistência, o macacão nível 2 geralmente possuem mais características: partes elásticas, peças de malha respirável e cortes diferenciados, no entanto, geralmente são 2 a 3 vezes o custo de um terno de nível 1.
Macacões nível 1 são homologados apenas para competições nacionais, enquanto o nível 2 pode ser utilizado em todas as competições oficiais da CIK-FIA.

Para obter a homologação nível 2, o equipamento é avaliado quanto a suas propriedades anti-rasgo e anti-abrasão. Este teste é realizado tanto nas camadas externas quanto internas do tecido e pelo menos uma delas precisa permanecer intacta para passar no teste, já que é suficiente para assegurar que o corpo e a pele do piloto estejam protegidas. Em geral as camada externa é mais resistente à abrasão.



O teste envolve o posicionamento de uma amostra de teste de tecido em um suporte circular e o posicionamento do conjunto de fita de lixa de 120 grãos, que gira em um equipamento próprio de testes que simula a rugosidade da pista. O suporte é solto de certa altura na fita, simulando assim o impacto do corpo na pista. Para obter aprovação nível 2, o tecido deve resistir ao teste por mais de 2,5 segundos. no caso de resistência por menos tempo, o macacão é classificado como nível 1.

As costuras do macacão precisam resistir uma carga de tração de 30 DecaNewtons para serem homologados, independente do nível do macacão.

Invista em segurança
Se você está começando no kart ou já tem experiência, tenha sempre atenção com sua segurança. Tenha um bom equipamento, dê preferência para produtos homologados e dentro do prazo de validade, são estes que vão fazer a diferença na hora que você mais precisa.

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Fonte
'https://www.tkart.it/en/magazine/how-to/to-understand-if-the-suit-is-really-safe/#1
'http://www.cikfia.com/regulations/homologation.html
'http://www.cikfia.com/fileadmin/content/REGULATIONS/Homologations/Homologations%20Regulations/2018/Reglement_d_Homologation_2018.pdf
'http://www.racedaysafety.com/kart-race-suit-buying-guide.html
'http://marklange.typepad.com/blitzkrieg/2008/12/safety-first-why-we-wear-baggy-suits-bulky-ribvests-funny-looking-neckbraces.html

Na direção certa


Você já parou pra pensar como você segura o voltante? Parece algo bem intuitivo, mas se prestar atenção, você vai perceber que muitas vezes fazemos isso da maneira errada, aplicando mais força que o necessário.

As mãos possuem terminações nervosas que funcionam como sensores para nosso corpo na interação com a máquina. Através das mão podemos sentir a aderência dos pneus, vibrações e reações no veículo que nos permitem maior controle.

Apenas uma função

O volante do kart tem por função dar ao piloto o controle da direção do veículo. Esse controle é realizado com o giro deste componente, apenas com o giro! Não adianta nada puxar ou empurrar o volante, e acredite, muitas vezes fazemos isso sem perceber.

Aplicando forças desnecessárias no volante, acabamos cansando o braço, perdendo rendimento. Isso pode ser a diferença entre uma vitória e não chegar no pódio, principalmente em corridas de endurance.

Um bom banco, bem posicionado, é fundamental para tirar essa carga dos braços. Seu corpo deve estar bem apoiado no banco para que não seja necessário se segurar no volante, mantendo sempre a força nos braços necessária para controle do kart.

No vídeo abaixo podemos ver como é a tocada de Rubens Barrichello, guiando um kart das 500 Milhas de Kart KGV 2011, que naquele ano foi disputada no Kartódromo Beto Carreiro. Repare que as mãos ficam firmes no volante, mas aparentemente de maneira confortável. Os dedos indicadores fica ligeiramente voltado para cima, o que demonstra que o piloto não precisa fazer grande pressão no volante para ter aderência ao volante.


O mesmo podemos perceber na guiada do Stock Car. A precisão no volante é facilitada pela direção hidráulica, permitindo mais sensibilidade e controle pelo piloto.



Feedback

Como o volante está diretamente ligado ao controle de direção do veículo, é importante ter uma boa sensibilidade nas mão para sentir o feedback do volante. De acordo com o comportamento do kart, uma saída de frente ou de traseira, pode ser percebida no volante, que fica mais "leve" ou mais "pesado" de girar. As vibrações sentidas através do volante mostram se estamos próximos do limite de aderência do carro, ou se estamos no overdrive. Uma dica para melhorar essa sensibilidade é ter uma postura de mão confortável e que permita a circulação do sangue, o que mantem a boa sensibilidade dos nervos da mão.

Um bom grip é fundamental

Quando o volante não tem uma boa aderência, precisamos apertar mais forte o volante para conseguir girá-lo. Com isso, além do desgaste físico, perdemos também uma parte da sensibilidade no volante. Ter um bom volante e uma boa luva facilitam muito o controle do kart e permitem sentir cada movimento. Lavar as luvas com frequência ajudam a manter um bom grip, mas se sua luva estiver muito velha, então é hora trocá-la.

Essa precisão e sensibilidade proporcionada pelo volante são tão importantes que existem especialistas que fazem o molde dos volantes para os pilotos profissionais. Um dos mais conhecidos é Ed Dellis, também conhecido como The Steering Wheel Guy. Ele desenvolve volantes para os melhores pilotos mundo, tendo como um dos seu cases de sucesso o piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Veja um pouco de sua história neste vídeo.


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Fonte
'http://www.steeringwheelguy.com/
'https://startinggrid.org/2012/04/05/want-to-be-faster-start-by-loosening-your-grip/#more-6521