A escolha de um macacão para andar de kart nem sempre é fácil, principalmente para aqueles que estão iniciando no esporte. O mercado disponibiliza diversos modelos e versões, alguns homologados pela CIK-FIA, outros para uso apenas em Rental Kart. Mas qual a diferença entre eles? O macacão para kart pode ser utilizado no automobilismo?
Segurança acima de tudo
Conforto e estética são as primeiras característisca que buscamos em um macacão, mas precisamos ter sempre em mente que sua principal função é manter a segurança e integridade do piloto em casos de acidentes.
As normas de homologação na exigem que o macacão de kart seja anti-chamas, visto que como no kart você não está preso ao veículo, o risco de queimaduras em caso incêndio é baixo. É muito mais importante que o macacão seja resistente a abrasão, para que em casos onde o piloto caia do veículo e deslize pelo asfalto o piloto não se machuque gravemente. Neste ponto, o macacão de kart é mais parecido com aquele utilizado no motociclismo.
O que é macacão nível 2?
A CIK-FIA possui 2 níveis de homologação. O macacão de nível 2 é homologado para competições tem mais camadas ou materiais mais espessos em sua confecção do que os modelo nível 1, aumentando assim o nível de proteção para o piloto. Além das caracterísitas de resistência, o macacão nível 2 geralmente possuem mais características: partes elásticas, peças de malha respirável e cortes diferenciados, no entanto, geralmente são 2 a 3 vezes o custo de um terno de nível 1.
Macacões nível 1 são homologados apenas para competições nacionais, enquanto o nível 2 pode ser utilizado em todas as competições oficiais da CIK-FIA.
Para obter a homologação nível 2, o equipamento é avaliado quanto a suas propriedades anti-rasgo e anti-abrasão. Este teste é realizado tanto nas camadas externas quanto internas do tecido e pelo menos uma delas precisa permanecer intacta para passar no teste, já que é suficiente para assegurar que o corpo e a pele do piloto estejam protegidas. Em geral as camada externa é mais resistente à abrasão.
O teste envolve o posicionamento de uma amostra de teste de tecido em um suporte circular e o posicionamento do conjunto de fita de lixa de 120 grãos, que gira em um equipamento próprio de testes que simula a rugosidade da pista. O suporte é solto de certa altura na fita, simulando assim o impacto do corpo na pista. Para obter aprovação nível 2, o tecido deve resistir ao teste por mais de 2,5 segundos. no caso de resistência por menos tempo, o macacão é classificado como nível 1.
As costuras do macacão precisam resistir uma carga de tração de 30 DecaNewtons para serem homologados, independente do nível do macacão.
Invista em segurança
Se você está começando no kart ou já tem experiência, tenha sempre atenção com sua segurança. Tenha um bom equipamento, dê preferência para produtos homologados e dentro do prazo de validade, são estes que vão fazer a diferença na hora que você mais precisa.
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Fonte
'https://www.tkart.it/en/magazine/how-to/to-understand-if-the-suit-is-really-safe/#1
'http://www.cikfia.com/regulations/homologation.html
'http://www.cikfia.com/fileadmin/content/REGULATIONS/Homologations/Homologations%20Regulations/2018/Reglement_d_Homologation_2018.pdf
'http://www.racedaysafety.com/kart-race-suit-buying-guide.html
'http://marklange.typepad.com/blitzkrieg/2008/12/safety-first-why-we-wear-baggy-suits-bulky-ribvests-funny-looking-neckbraces.html
Na direção certa
Você já parou pra pensar como você segura o voltante? Parece algo bem intuitivo, mas se prestar atenção, você vai perceber que muitas vezes fazemos isso da maneira errada, aplicando mais força que o necessário.
As mãos possuem terminações nervosas que funcionam como sensores para nosso corpo na interação com a máquina. Através das mão podemos sentir a aderência dos pneus, vibrações e reações no veículo que nos permitem maior controle.
Apenas uma função
O volante do kart tem por função dar ao piloto o controle da direção do veículo. Esse controle é realizado com o giro deste componente, apenas com o giro! Não adianta nada puxar ou empurrar o volante, e acredite, muitas vezes fazemos isso sem perceber.
Aplicando forças desnecessárias no volante, acabamos cansando o braço, perdendo rendimento. Isso pode ser a diferença entre uma vitória e não chegar no pódio, principalmente em corridas de endurance.
Um bom banco, bem posicionado, é fundamental para tirar essa carga dos braços. Seu corpo deve estar bem apoiado no banco para que não seja necessário se segurar no volante, mantendo sempre a força nos braços necessária para controle do kart.
No vídeo abaixo podemos ver como é a tocada de Rubens Barrichello, guiando um kart das 500 Milhas de Kart KGV 2011, que naquele ano foi disputada no Kartódromo Beto Carreiro. Repare que as mãos ficam firmes no volante, mas aparentemente de maneira confortável. Os dedos indicadores fica ligeiramente voltado para cima, o que demonstra que o piloto não precisa fazer grande pressão no volante para ter aderência ao volante.
O mesmo podemos perceber na guiada do Stock Car. A precisão no volante é facilitada pela direção hidráulica, permitindo mais sensibilidade e controle pelo piloto.
Feedback
Como o volante está diretamente ligado ao controle de direção do veículo, é importante ter uma boa sensibilidade nas mão para sentir o feedback do volante. De acordo com o comportamento do kart, uma saída de frente ou de traseira, pode ser percebida no volante, que fica mais "leve" ou mais "pesado" de girar. As vibrações sentidas através do volante mostram se estamos próximos do limite de aderência do carro, ou se estamos no overdrive. Uma dica para melhorar essa sensibilidade é ter uma postura de mão confortável e que permita a circulação do sangue, o que mantem a boa sensibilidade dos nervos da mão.
Um bom grip é fundamental
Quando o volante não tem uma boa aderência, precisamos apertar mais forte o volante para conseguir girá-lo. Com isso, além do desgaste físico, perdemos também uma parte da sensibilidade no volante. Ter um bom volante e uma boa luva facilitam muito o controle do kart e permitem sentir cada movimento. Lavar as luvas com frequência ajudam a manter um bom grip, mas se sua luva estiver muito velha, então é hora trocá-la.
Essa precisão e sensibilidade proporcionada pelo volante são tão importantes que existem especialistas que fazem o molde dos volantes para os pilotos profissionais. Um dos mais conhecidos é Ed Dellis, também conhecido como The Steering Wheel Guy. Ele desenvolve volantes para os melhores pilotos mundo, tendo como um dos seu cases de sucesso o piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Veja um pouco de sua história neste vídeo.
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Fonte
'http://www.steeringwheelguy.com/
'https://startinggrid.org/2012/04/05/want-to-be-faster-start-by-loosening-your-grip/#more-6521
Afogar
Você já viu algum piloto fazendo o mesmo que o esse cara está fazendo nessa foto e se perguntou: "pra que ele está tampando a entrada de ar?"
Ao tampar a entrada de ar, o piloto restringe a quantidade de ar que entra para a mistura no carburador, tornando a mistura mais rica (proporcionalmente mais combustível do que a mistura ideal).
Mas porque fazer isso se o kart estiver bem carburado?
Recentemente vi uma discussão sobre esse tema em um fórum internacional de kart e descobrir que há opiniões diferentes sobre o tema, em diferente partes do mundo. O motivo mais conhecido, é que afogando o kart na freada você joga mais combustível quando pisar de volta no acelerador, melhorando a retomada. Muitos pilotos afirmam perceber essa diferença na pista, outros acham que é um efeito placebo, e em nenhum caso temos um teste efetivo ou comparativo de voltas que mostrem resultados numéricos.
Quais outras consequências de afogar o kart?
Pelo funcionamento do motor 2 tempos, quando o piloto afoga o kart, além de aumentar a quantidade de combustível, você aumenta a quantidade de óleo passando pelo sistema, melhorando a lubrificação do motor, reduzindo os riscos de quebra do motor. Nesse caso, o momento correto para afogar o kart é enquanto ainda estiver acelerando, no final de reta. No vídeo abaixo, podemos ouvir a diferença que que faz no kart afogar no final da reta. A partido do 3º minuto do vídeo, após a largada, o piloto Clay Pigeon fica constantemente afogando o kart nos finais de reta, conservando o motor e deixando o barulho mais "macio". Essa estratégia era mais importante quando os motores eram refrigerados a ar, menos duráveis e difíceis de controlar a temperatura. Por se tratar de um kart pré 2000, não haviam limitadores de rotação nos kart padrão FIA, então esses motores de alta performance chegavam a 19.000rpm (isso mesmo, igual um F1), o que podemos ver também nesse vídeo, no Alfano do piloto.
Porém, como o motor não está no regime de mistura ideal, ele não sobe muito mais o giro quando afogado, perdendo potência, sendo o ideal manter sempre uma mistura equilibrada. Por isso, após perder algumas posições, o piloto para de afogar o kart no final de reta para melhor desempenho, porém o motor é forçado ao extremo.
Os motores modernos refrigerado a água possuem uma refrigeração muito melhor, o que torna menos necessário essa "afogada" visando conservar o motor, porém pode fazer diferença nas retomadas. Mas uma coisa é certa, era "estiloso" ver os pilotos afogando o kart, ainda mais com uma pilotagem agressiva como a dessa cara o vídeo abaixo:
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Fonte:
'https://forums.kartpulse.com/t/old-school-techniques-choking-and-line-pinching/1241/9
'http://www.imgrum.org/user/bravarbirelsudam/1940492680/1210421908519642677_1940492680
Ao tampar a entrada de ar, o piloto restringe a quantidade de ar que entra para a mistura no carburador, tornando a mistura mais rica (proporcionalmente mais combustível do que a mistura ideal).
Mas porque fazer isso se o kart estiver bem carburado?
Recentemente vi uma discussão sobre esse tema em um fórum internacional de kart e descobrir que há opiniões diferentes sobre o tema, em diferente partes do mundo. O motivo mais conhecido, é que afogando o kart na freada você joga mais combustível quando pisar de volta no acelerador, melhorando a retomada. Muitos pilotos afirmam perceber essa diferença na pista, outros acham que é um efeito placebo, e em nenhum caso temos um teste efetivo ou comparativo de voltas que mostrem resultados numéricos.
Quais outras consequências de afogar o kart?
Pelo funcionamento do motor 2 tempos, quando o piloto afoga o kart, além de aumentar a quantidade de combustível, você aumenta a quantidade de óleo passando pelo sistema, melhorando a lubrificação do motor, reduzindo os riscos de quebra do motor. Nesse caso, o momento correto para afogar o kart é enquanto ainda estiver acelerando, no final de reta. No vídeo abaixo, podemos ouvir a diferença que que faz no kart afogar no final da reta. A partido do 3º minuto do vídeo, após a largada, o piloto Clay Pigeon fica constantemente afogando o kart nos finais de reta, conservando o motor e deixando o barulho mais "macio". Essa estratégia era mais importante quando os motores eram refrigerados a ar, menos duráveis e difíceis de controlar a temperatura. Por se tratar de um kart pré 2000, não haviam limitadores de rotação nos kart padrão FIA, então esses motores de alta performance chegavam a 19.000rpm (isso mesmo, igual um F1), o que podemos ver também nesse vídeo, no Alfano do piloto.
Porém, como o motor não está no regime de mistura ideal, ele não sobe muito mais o giro quando afogado, perdendo potência, sendo o ideal manter sempre uma mistura equilibrada. Por isso, após perder algumas posições, o piloto para de afogar o kart no final de reta para melhor desempenho, porém o motor é forçado ao extremo.
Os motores modernos refrigerado a água possuem uma refrigeração muito melhor, o que torna menos necessário essa "afogada" visando conservar o motor, porém pode fazer diferença nas retomadas. Mas uma coisa é certa, era "estiloso" ver os pilotos afogando o kart, ainda mais com uma pilotagem agressiva como a dessa cara o vídeo abaixo:
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'https://forums.kartpulse.com/t/old-school-techniques-choking-and-line-pinching/1241/9
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